Modelos de tarifação para recarga de veículos elétricos no Brasil: legislação e desafios

modelos de tarifação para recarga de veículos elétricos

A mobilidade elétrica está crescendo no Brasil, impulsionada não apenas pela busca por soluções sustentáveis mas também pela evolução da infraestrutura de recarga. Entretanto, os modelos de tarifação para recarga de veículos elétricos ainda enfrentam desafios regulatórios, tributários e operacionais.

Neste artigo, vamos explorar os principais modelos de tarifação utilizados no Brasil, como a legislação molda esse cenário e, enfim, quais são as tendências internacionais que podem servir de referência.

Regulamentação da cobrança de recarga no Brasil

A regulamentação da cobrança de recargas ganhou destaque com a Resolução Normativa nº 819/2018 da ANEEL, que permitiu que empresas passassem a cobrar pelos serviços de recarga. Isso, por consequência, impulsionou os investimentos em infraestrutura, tornando a recarga uma atividade comercial viável e lucrativa. Já a RN nº 1.000/2021, em seguida, consolidou os direitos e deveres relacionados ao uso de energia elétrica, trazendo diretrizes mais claras para o setor da mobilidade elétrica.

Hoje, as empresas podem definir livremente os preços das recargas, o que favorece diferentes modelos de negócio, contemplando não apenas redes públicas de carregamento, mas também operações voltadas para frotas privadas.

Com a flexibilidade na definição de preços, surgiram sobretudo diferentes formas de tarifação da recarga, adaptadas às necessidades de usuários e operadores. Os principais modelos de tarifação são:

1. Cobrança por kWh consumido: é um modelo mais transparente por refletir o consumo real de energia durante a recarga. É justo para o consumidor, que paga exatamente pelo que consome, e facilita a previsibilidade de custos das operadoras. Todavia, seu principal desafio é sofrer influência de variações tarifárias de energia elétrica.

2. Cobrança por tempo de uso: ideal para estações de carregamento rápido, esse modelo incentiva a utilização eficiente dos equipamentos. Esse modelo reduz a ocupação prolongada dos carregadores e evita que veículos permaneçam conectados por longos períodos sem necessidade.

3. Taxa fixa por recarga: nesse modelo, o usuário paga um valor fixo por sessão de recarga, independentemente do tempo ou da energia consumida. É simples de entender e aplicar e atrativo para recargas de oportunidade, ainda que possa não ser vantajoso para quem precisa de recargas menores.

O impacto da tributação na recarga de veículos elétricos

A alta carga tributária sobre a energia elétrica é um dos principais desafios para a tarifação da recarga no Brasil. Tributos como ICMS e PIS/Cofins impactam diretamente os custos, tornando a recarga mais cara para o consumidor final.

Apesar disso, a possibilidade de incentivos fiscais ou a desoneração da energia elétrica utilizada para recarga pode ser um caminho para tornar a mobilidade elétrica mais acessível.

Modelos internacionais de tarifação

Alguns países já possuem modelos consolidados de tarifação para recarga de veículos elétricos, como os Estados Unidos, onde a cobrança por kWh é amplamente utilizada, mas enfrenta desafios regulatórios em alguns estados, a Alemanha, que prioriza a padronização, com preços fixos para recargas em diferentes locais e a Noruega, que conta com incentivos governamentais que ajudam a reduzir os custos para os consumidores finais.

O Brasil pode se beneficiar dessas experiências e adotar um modelo híbrido que equilibre acessibilidade e sustentabilidade financeira. Mas qual é a melhor maneira de definir o preço da recarga de veículos elétricos?

A precificação da recarga deve levar em conta diferentes fatores:

  • Custo da energia elétrica e suas oscilações tarifárias.
  • Infraestrutura de carregamento, incluindo custos de instalação e manutenção.
  • Demanda local, considerando o volume de usuários e a disponibilidade de carregadores.

Plataformas inteligentes, como a VoltBras, ajudam operadores a gerenciar eficientemente esses fatores, permitindo a definição de estratégias tarifárias mais competitivas. 

Para uma análise mais detalhada, leia sobre 5 formas de pagamento para cobrança de recarga.

Em conclusão, a regulamentação e os modelos de tarifação da recarga de veículos elétricos no Brasil ainda estão em evolução. A tendência é que o mercado se adapte para oferecer opções mais flexíveis e acessíveis, seguindo as melhores práticas internacionais.

Confira o artigo: Cobrança de recargas elétricas: desafios e soluções para eletropostos

Se você quer saber mais sobre como otimizar a gestão de carregadores e a tarifação da recarga de veículos elétricos, fale com a VoltBras!

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