Newsletter Setembro

carro_eletrico

 

Mercado de recarga de veículos elétricos irá superar os 10 bilhões de euros até 2030

 

O investimento total em infraestrutura de recarga e serviços relacionados à adoção de veículos elétricos movidos a bateria na Europa, Estados Unidos e China alcançará o marco de €13,5 bilhões até 2030, o que representa uma quantia aproximada de R$67 bilhões na cotação atual.

 

Este dado é oferecido pela consultoria americana Bain & Company, cuja pesquisa indica que o maior crescimento do mercado será impulsionado pelos serviços de energia inteligente, que representarão cerca de um terço do lucro total. De acordo com a empresa, por ser um mercado em que muitos setores ainda se encontram nos estágios iniciais, quem conseguir se posicionar melhor terá o poder de ditar tendências e aumentar suas chances de sucesso a longo prazo.

 

“Nesse momento, a definição sobre a ocasião de carregamento, a parte da cadeia de valor e a região de atuação são as primeiras decisões que os investidores devem tomar ao entrar no mercado. São essas escolhas que vão determinar os parceiros necessários em cada ecossistema”, afirma a consultoria.

 

A análise indica que para atingir a lucratividade equivalente ao valor investido no curto prazo, deve haver uma maior aplicação de capital na construção da infraestrutura para recarga rápida em rodovias e em pontos de alto tráfego de pessoas, como supermercados e restaurantes. Nesse caso, o lucro dependerá da capacidade do eletroposto em atingir uma alta taxa de utilização, do usuário ter a melhor experiência possível com a recarga e dos carregadores serem confiáveis. 

 

A longo prazo, é provável que o maior potencial financeiro esteja em apostar no carregamento doméstico e no trabalho vinculado a serviços de energia inteligente, cuja definição consiste em buscar novas formas de se obter energia elétrica. 

 

Isso inclui o carregamento bidirecional para casas e estabelecimentos comerciais, conhecido pela capacidade da bateria do veículo em receber energia e poder compartilhar a que gera. Esse tipo de recarga permite que as empresas do setor elétrico aproveitem a capacidade de armazenamento das baterias dos veículos para equilibrar melhor oferta e demanda. 

Cresce o uso de veículos elétricos de pequeno porte no Brasil

Pelo seu menor custo por km rodado e por estar mais alinhado com as práticas de governança ambiental (ESG), o setor corporativo cada vez mais deseja adicionar os veículos elétricos à estratégia da sua operação. Neste meio, a popularidade da Mobilidade Elétrica como Serviço tem aumentado entre os usuários de serviços de entrega e transporte de pessoas. 

Esse é um dos motivos para a venda dos ciclomotores elétricos, veículos de pequeno porte, ter crescido, pois podem ser utilizados em diferentes modelos de negócio, não emitem gases poluentes e possibilitam um menor gasto com combustível.

Uma empresa que se destaca no segmento é a Cicloway, fabricante brasileira de tuk-tuks, cujos 20 modelos disponíveis no mercado podem ser recarregados em tomadas comuns em um período de 4 a 6 horas, geram de 40 a 135 km de autonomia máxima e não emitem sons nem gases poluentes. Para a empresa, o mercado de veículos leves 100% elétricos já é uma realidade no Brasil e a tendência é expandir de forma gradativa.

De acordo com João Hannud, diretor executivo da Cicloway, “Muitas empresas têm percebido os benefícios e vantagens dos veículos elétricos para diferentes usos. Com maior busca por adequação às práticas ESG e por economia, observamos o crescimento de 6 vezes em 1 ano no faturamento da Cicloway relacionado à locações para o mercado de entregas”. 

Dentre os mercados atendidos pela empresa e com maior interesse nos ciclomotores elétricos, estão empresas de delivery, turismo, entretenimento, eventos, ações de publicidade e propaganda, shopping centers, centros de armazenamento e distribuição.

Alerj aprova incentivo para veículos elétricos

Diante dos benefícios do uso de veículos elétricos, alguns setores do mercado brasileiro já apoiam o seu uso massivo. Seguindo essa tendência, no Rio de Janeiro, a Assembleia Legislativa (Alerj) aprovou o Projeto de Lei 4.522/21, que incentiva o uso de carros elétricos no estado.

O documento prevê que órgãos do Estado migrem, de forma gradual, sua frota própria de veículos oficiais e de serviço, assim como os alugados, para propulsão elétrica. O projeto também estabelece que as seguintes metas e prazos sejam seguidos: 10% da frota de veículos estaduais a partir de 2025; 50% a partir de 2030; e 100% até 2035.

Caso a medida apresentada seja seguida, a frota pública do Rio alcançará a eletrificação total num prazo de 13 anos, o que também inclui toda a frota do sistema de transporte coletivo intermunicipal.

Além disso, o governo do Rio também poderá criar linhas de crédito prioritárias para o incentivo à produção de veículos eletrificados, e está autorizado a conceder benefícios fiscais para fomentar a montagem e venda desses modelos em território estadual, observada a legislação federal e estadual vigentes.

O Poder Executivo pode, ainda, estabelecer parcerias com parques tecnológicos, institutos de pesquisa, empresas, universidades e demais instituições, com o objetivo de estimular a implantação de veículos de uso compartilhado e a reciclagem de baterias.

Startup brasileira anuncia carro elétrico por menos de R$100 mil

Para aproveitar o potencial do Brasil em se tornar um dos principais mercados da mobilidade elétrica, a startup brasileira Mileto anuncia uma linha de motos e veículos elétricos com preços mais acessíveis.

O comunicado divulgado pela startup relata que foram necessários dois anos de pesquisas e análise mercadológica, para escolher o portfólio de veículos elétricos que será oferecido no território brasileiro. Os modelos divulgados incluem motos elétricas a partir de R$ 17 mil, uma mini picape elétrica a partir de R$ 98 mil e carros elétricos com preço inicial de R$ 100.000.

A empresa também tem planos de atender o mercado corporativo, a partir de uma linha de montagem em Porto Real (RJ). O objetivo é amparar um mercado que demanda frotas mais econômicas e sustentáveis, alinhando-se às práticas de governança ambiental (ESG).

 

Além dos veículos elétricos que serão oferecidos pela Mileto, o seu modelo de vendas promete ser disruptivo, com a possibilidade de personalização do veículo pelos consumidores, peças recicláveis e baixo custo de manutenção.

 

A proposta é que, no momento que o cliente trocar o veículo, ao invés de adquirir um novo, ele tem a possibilidade de fazer uma espécie de “facelift”, processo que atualiza layout e equipamentos, a um custo menor e a tranquilidade de saber que as peças antigas serão recicladas.

 

Interessado em acompanhar mais conteúdos como esse? Siga a nossa newsletter no LinkedIn

Compartilhe:

Relacionados

Capital Volt

OCPP en la práctica de la gestión de redes de recarga recarga

OCPP na prática da gestão de redes de recarga

Capital Volt

Precisa estruturar ou escalar sua operação?

Se você está planejando entrar no mercado de recarga, expandir pontos existentes ou migrar sua operação para uma solução mais robusta, nosso time pode ajudar a definir o melhor caminho.